Category — review
Cliente satisfeito, retorno garantido…
A máxima é velha, mas parece ter sido esquecida pelos grandes players, sejam estatais ou privadas, em todos os setores, quase todo mundo tem reclamações contra os grandes. Depois de anos sofrendo com o péssimo serviço, e atendimento idem, da Telemar/Velox, ainda em BH, mudei para Net/Virtua, os problemas mudaram, mas ainda existiam, Way-Internet idem, e agora os meus pais [já que não moro mais com eles, nem em BH] estão usando, por enquanto satisfeitos com a GVT.
Na telefonia a mesma coisa, já tive números de celular de todas quase todas operadoras de telefonia de BH, e desde que vim pra SP apenas uso TIM, mas nada de extrema qualidade, internet aqui, por enquanto o TIM WEB de 1MB tem sido bastante eficiente, espero que continue assim.
Minha surpresa, e o motivo desse post, foi esses problemas surgirem também na internet, logo um meio onde é muito fácil mudar de ‘fornecedor’/loja. No começo achava que os problemas com hosting eram porque eu sempre quis economizar, até que comecei a ver clientes contratando os gigantes do mercado e tendo os mesmos, e às vezes, ainda piores, problemas.
O surto veio em junho desse ano, quando comprei um livro na fnac, que foi entregue quase 3 semanas depois do informado pela própria fnac, antes eu tivesse ido comprar na loja mesmo. Resultado: Não compro mais, não compro mesmo, na fnac online. O pior do atraso é que era presente, e na data em que eu deveria entregá-lo, estava de mãos vazias :(
Em agosto, o problema se repetiu, dessa vez com o submarino. Primeiro deram ‘zica’ com meu cartão de credito, entrei em contato, resolvi o problema e o pagamento levou 2 dias pra ser confirmado. E ai o produto que era pra levar um dia útil pra ser entregue, levou 4 dias úteis, e eu viajei pra BH de mãos vazias, e, até hoje, meu pai não recebeu o presente de dia dos pais dele.
Já desacreditado de que alguma loja online pudesse ser honesta/correta/decente o suficiente para cumprir com as coisas que promete/informa nos seus respectivos sites, resolvi comprar uma camiseta no JaEh, entrei no site e vi o preço, gostei de um modelo, resolvi comprar, e dei de cara com um botão de 30% de desconto, claro, na mesma hora cliquei. Mas na outra tela, no carrinho e no pedido fechado o desconto não aparecia. Entrei em contato e fui informado de que o desconto não existia.

estampa da camiseta comprada no JaEh
Achei que iria ficar, mais uma vez, aborrecido, mas resolvi enviar um email com o screen-shot da tela, que foi prontamente respondido, solicitando meu email de cadastro onde seriam inseridos pontos suficientes para equivaler ao desconto. Fiquei muito satisfeito, não só com isso, mas também com a forma como o feedback foi feito, pessoal, direto, cordial e eficiente.
Estava enrolando para escrever este post, quando resolvi comprar mais duas camisetas, dessa vez em outra loja, a Samba Club, tudo correu bem até a hora em que fechei o pedido. Foi quando descobri que o frete calculado no site, diferia do frete cobrado no boleto. Um de 11,50 e outro de 37,20.

estampa de uma das camisetas que comprei no sambaclub
Outro problema? Enviei um email solicitando informações e a correção do valor, pela lei o que vale é o que está na vitrine/prateleira/site/etc… Não obtive um email de resposta, foi melhor. Uma ligação no meu celular, do outro lado um dos sócios da empresa, o Thiago. Um pedido de desculpas, explicação do motivo, e sujestões de como reparar o erro. Além de um bate-papo sobre web, desenvolvimento, e commerce, ferramentas, etc… Acredito que fiz mais um bom contato na web. :D

estampa de uma das camisetas que comprei no sambaclub
Qual a diferença dessas empresas para as outras? O tamanho? pode ser, para mim eles são muito maiores que qualquer gigante do mercado. Nunca comprei no site, camiseteria, do amigo Fábio Seixas, mas quando precisei de um help por lá, falei direto com ele, fui atendido imediatamente, não duvido que seria diferente se eu tivesse comprado e entrado em contato através de alguma forma de suporte.
Na fnac eu não compro mais, sério… já passei por excelentes ofertas lá e me recusei a comprar, pagando mais caro em outro lugar, só para não correr o risco de ter dor de cabeça, no submarino a mesma coisa, mas jaeh e samba club, com certeza farão mais entregas para mim.
Acredito que quando a maioria dos consumidores tiver postura igual, a coisa muda, e como o Thiago, da samba club falou: “Nenhuma empresa é perfeita, livre de problemas, mas a grande diferença está na forma como elas conduzem os problemas às soluções”.
August 27, 2008 2 Comments
Sobre interfaces, sobre usabilidade
Sempre fui fã de mac, mesmo antes de ter um eu já era fã. O que via e ouvia falar sobre as máquinas me deixavam fascinado, sonhando com o dia em que teria um. Trabalhar com um, alguns anos atrás, ainda no OS9, não foi suficiente para me mostrar tudo sobre a máquina. Na época eu a usava do jeito que estava, não precisei instalar nada, nem configurar nada.
Quanto surgiu o ubuntu achei que poderia ser feliz usando um pc, sim ele é mais intuitivo, instalar aplicativos nele ficou relativamente mais fácil usando uma interface gráfica, ao invés de um monte de comandos no terminal.
Mas o ubuntu ainda não é uma maquina feita para usuários, é feita pra programadores, leia: pessoas que gostam mesmo de maquinas, que gostam de fuçar, rodar comandos na mão, configurar um ambiente visual editando milhares de linhas num tal de xorg.conf. Eu só quero clicar e usar. Ponto final.
Windows foi o meu ambiente durante muitos anos, desde o lançamento do XP tenho usado-o, quando o Vista saiu, comprei um notebook que veio com ele, não durou uma semana, travava por qualquer motivo e consumia absurdos de memória.
Tentei algumas vezes usar uma ou outra distro de linux, mas nada era tão simples quanto um windows. Bom era isso que eu acreditava.
Há quase duas semanas estou usando um MacBook, 2GB de ram, 250 GB de HD, etc… juro que terei calafrios se tiver que usar qualquer outro sistema operacional diferente do OSX.
Instalar aplicativos nele é uma coisa maravilhosa, basta baixar o .dmg, abrir ele, executar o instalador, e arrastar o aplicativo pra pasta applications. Se quiser desinstalar, arrasta o arquivo do app pra lixeira, e seja feliz. Em 90% dos aplicativos isso funciona assim, de forma franciscana.
Desligar uma maquina, mesmo um notebook é algo que já soa estranho para mim, pra que isso? qual a necessidade, basta fechar o note, colocar na mochila e ir pra casa, lá tiro ele da mochila, abro o lid e tá tudo como deixei, não, ele não hibernou, e sim, a bateria dura dias, semanas, no modo sleep, e se ela acabar, ele é inteligente para se desligar sozinho.
Estou vivendo em um novo mundo, e hoje me pergunto porque tanto linux quanto windows, são tão difíceis e chatos de usar?
July 9, 2008 5 Comments
A perfeição animada, ou Wall.e
Já foi ao cinema assistir Wall.e? Se não, pode continuar lendo que eu não vou contar o final do filme e nem vou ser um spoiler, e espero que você fique com ainda mais vontade de assistir, se já assistiu, acho que vai concordar com o que tenho a dizer aqui.
O mais recente filme da Pixar/Disney, começou a ser divulgado aproximadamente um ano atrás, com um ‘que’ de despedida, o primeiro teaser trazia uma mensagem dos produtores/diretores/etc… Mais tarde alguns traillers apareceram, mas desde o primeiro teaser, eu já estava louco para assisití-lo.
A Pixar recém ‘agregada’ à Disney é obra do mestre Steve Jobs, aquele mesmo da Apple, e a mesma que fez Toy Story, Procurando Nemo, Carros, Monstros sa e Vida de inseto. Dessa vez o filme tem uma mensagem bacana, o que pode acontecer com o nosso planeta, caso continuemos consumindo-o da forma como temos feito.
Além da mensagem ecológica, o filme conta a história de Wall.e, um robozinho mais que simpático, e muito romântico…
Wall.e tem como objetivo limpar a sujeira que os humanos deixaram no planeta, enquanto estes, estão vagando pelo universo, à espera de um dia em que poderão voltar pra casa. Os 5 anos que os humanos esperavam levar para limpar a sujeira, acabam virando 700 e Wall.e é o único robô que sobra e continua fazendo seu trabalho.
Claro, isso só foi possível porque Wall.e desenvolveu personalidade e inteligência, e conseguiu se manter inteiro sucateando peças de seus ‘colegas de serviço’.
Os diálogos são mínimos e reproduzidos por sons, apenas sons, nada de fala de verdade, exceto quando humanos falam. Foi planejado pelo mesmo cara que fez os sons, dos androids e robos, dos filmes da trilogia StarWars, Ben Burtt.
Como a o review da revista veja disse, e foi muito bem lembrado pela lisie, Wall.e não é um filme para ser comentado, é para ser visto, não cabe em palavras, frases, parágrafos, e nem em uma dúzia de posts eu conseguiria falar de tudo que faz Wall.e ser, …, Wall.e.
De brinde, um pedacinho do filme, que está disponível no Youtube, e deixo a dica, não baixe-o, vá ao cinema, vale à pena, vale cada centavo, valem os 4 ingressos que comprei… e eu ainda acho que fiquei na dívida.
July 2, 2008 1 Comment
Interminas 2008, eu estive lá, e você?
O dia 17 de maio tornou-se um marco no mercado web mineiro ao receber a primeira edição do Interminas, a versão ‘outside’ do Intercom, o encontro dos profissionais de comunicação digital, que acontece em São Paulo, há 5 anos e pela primeira vez aconteceu fora de São Paulo.
O interminas foi realizado pelo iMasters e no apoio aquela agência da qual eu não me canso de ‘pagar um pau’ 5Clicks. Como um primeiro evento desse porte, fora de São Paulo e em um mercado, infelizmente não acostumado a esse tipo de acontecimento, concordo em dizer que o Interminas foi um sucesso.
A primeira palestra da manhã, do “Sr. Latrina Mambembe” Caio César, prof. da PUC-Minas, profissional de marketing [?], que se propos a falar mais do mesmo, e ainda por cima mantem um blog que precisa de desodorante [O CC do Caio Cesar na Web, isso lá é nome que se dê a blog? Qualquer profissional de marketing é capaz de perceber e há de concordar comigo que CC, ou Cêce, é algo que carrega, no senso-comum, uma conotação. um tanto quanto, pejorativa.], e falando mais do mesmo conseguiu entediar a platéia e mostrar que o papel dele ali era completamente desnecessário.
A segunda palestra da manhã foi excelente, se olhada pelo angulo certo [discorro sobre isso mais à baixo.] Abel Reis, presidente da Agência Click, falou muito bem, sobre como a Click integra criativos profissionais da programação com os matemáticos da criação. Isso mesmo Abel mostrou que não adianta o cabra ser bom programador se ele não for criativo, e também não adianta um bom diretor de arte que é incapaz de dialogar com um programador.
A terceira palestra da manhã era a mais aguardada do dia, brincadeira, a mesa redonda que reuniu profissionais que conhecem o mercado mineiro e também mercados externos, como São Paulo e internacional, além da excelente visão de cliente. Os cabras que se assentaram à mesa redonda, sem mesa, diga-se de passagem, eram Paulo Valadares, como o cliente representando a Globo Minas, Ronaldo Gazel, designer freelancer [de mão cheia por sinal], Rodrigo Bressane, fotografo, jornalista e designer [não necessariamente nesta mesma ordem], que já trabalhou fora do pais, Marlos Carmo, diretor da 5Clicks, como a agência, e eu, como o profissional que deixou MG para enfrentar o mercado de São Paulo.
50 minutos foram poucos para o que a mesa redonda tinha a oferecer, muito conhecimento, um bate papo descontraído, com uma divertida brincadeira, medindo os batimentos cardiacos dos participantes, que inclusive me “matou” uma vez. Hehehe :)

[foto por Luis Leão]
Depois da pausa para o almoço, as palestras voltaram com a Maria Lucia, FIAT, falando sobre as campanhas online da Fiat, posicionamento da empresa na web, etc… bom, ao menos era isso que esperavamos, mas infelizmente a palestra dela acabou se tornando uma sessão de cinema com vídeos, produzidos pela Agencia Click, para campanhas online da montadora. Fraco. Infelizmente faltaram as metricas, números de conversões, enfim aquilo que realmente interessava aos profissionais de comunicação que com certeza já conheciam a maioria dos vídeos.
Na sequência um dos eventos mais esperados do dia, de verdade, o BrainCast que infelizmente não conseguiu ser bom quanto a versão produzida online e nem chegou aos pés do que foi feito no intercomm ano passado. A culpa não foi da trupe Cris Dias, Fábio Seixas, Carlos Merigo e Luli Radfarher [que substituia Mauro Amaral que não pode comparecer], mas sim da plateia, e ai eu volto a falar que discorrerei sobre isso daqui a dois paragrafos.
Depois do BrainCast, que duvido que vá ao ar, subiu ao palco o mestre Jedi Luli, falando sobre onde a web está, o que aconteceu até hoje e o que podemos esperar para um futuro próximo. Luli é um show à parte, único PHD em comunicação digital do Brasil, entende tudo sobre internet, e diferente de todos nós que estamos começando a nossa carreira, Luli sabe exatamente o que fazer no palco. Como falar, o que falar, quando falar.
A sensação é de que o evento valeu muito mais pela participação do Luli de que por qualquer outra palestra, Luli conseguiu falar de forma que todos os presentes pudessem entender o que ele falava. E isso fez muita diferença.
Diferente do mercado de São Paulo, os “profissionais de verdade” do mercado mineiro não frequentam esses eventos, o que é uma pena, e o interminas esteve lotado de iniciantes, o que de certa forma é bom, mas o evento era voltado a quem já estava no mercado. A palestra do Abel Reis não era direcionada a quem não tinha know-how de agência, de mercado, do relacionamento cliente-fornecedor. O mesmo aconteceu quando o BrainCast começou. Luli, Cris Dias, Fábio Seixas e Carlos Merigo, saltaram no palco com suas guitarras de guittar-hero empolgando a galera, mas eles mesmos perderam a empolgação ao perceber que boa parte dos presentes sequer conhecia as ferramentas de comunicação mais usadas na web atualmente, como o twitter, por exemplo. Sim muita gente ali não conhecia o Twitter.
O evento terminou em grande estilo, mostrando que Minas, pode sim, ser o mercado web do futuro, que temos [sou mineiro, mesmo em São Paulo] potencial para isso. Serviu como aprendizado, e mostrou que poderiamos ter tido o evento em dois dias, um mais voltado à turminha que começa agora, e outro pros “escolados”.
Finalmente conheci pessoalmente o Cris Dias e o Fabio Seixas, com quem converso via web desde que escrevemos aquele artigo sobre web2.0 no carreira-solo. O Mauro não apareceu e não pude conhecê-lo. 5 minutos de bate-papo com o Luli no final da palestra dele me mostraram que o caminho a percorrer é longo, e que ser um padawan deste mestre Jedi da comunicação realmente vale à pena.
Blogueiros estiveram presentes também, Manoel Netto, Pedro Markun, Lisie [mehor companhia impossível], Manoel Lemos, Alexadre Fugita [que lembrou a senha do twitter e voltou a twittar], e outras figuras marcantes da web brazuca.
Parabéns à 5Clicks pelo excelente trabalho de ambientação para o evento, pela organização da mesa redonda e pela forma como o Saulo Medeiros hosteou o evento, apesar do nervosismo, normal para um marujo de primeira viagem, ele se portou muito bem no palco.
Saudades de BH, enquanto escrevo este post, no avião, de volta a São Paulo, me sinto esperansoso, aguardando outros eventos como esse e até maiores e melhores que esse, na minha terra natal. Torço para que os profissionais do mercado mineiro se atentem a estes eventos e que percebam que EWD infelizmente é muito mais comercial do que deveria, e que a proposta dos Intercoms, e interminas e outros inters espalhados Brasil à fora, é de compartilhar conhecimento, mostrar como o mercado está evoluindo e o que podemos esperar e planejar em nossas próximas ações.
[update]
thanks @tagliati e @eusouomatt que pegaram duas falhas aqui no post, já corrigidas :)
[/update]
May 19, 2008 21 Comments
Nome Próprio
Madrugada de domingo, às 0:00, começou uma seção especial de pré-estréia do filme Nome Próprio, especial para blogueiros. Depois de mais uma vez andar, isso mesmo andar, mais que o dobro do que precisava, porque fiquei perdido novamente em São Paulo, cheguei ao Shopping Frei Caneca, onde seria exibida a ‘fita’, no último minuto possível.
De cara vi algumas figurinhas conhecidas da blogosfera, Lu Freitas, F Mafra, Fugita, Dani Koetz, e outros [a Lufreitas que conhece mais gente e tem memória melhor que a minha fez uma lista mais bacana]…
Quando assisti ao teaser do filme disponível no blog/site/divulgação do filme fiquei empolgado e curioso, no teaser Leandra Leal, que iterpreta Camila, parecia muito mais envolvida com a blogosfera do que o que percebi no filme.
Como a Lu Freitas falou, o Mafra idem e até o Zander, eu também não gostei do filme. Concordo com o Markun quando, depois do filme, disse que foi um filme bem produzido para um texto ruim. Nada contra os textos da Clarah Averbuck que eu até gosto [leio muito raramente o blog]. Mas o roteiro não ficou legal.
Não li os livros da Clara, que deram origem ao filme, portanto não posso dizer se a produção foi, ou não, fiel ao livro, mas se foi, confesso que me decepicionei com a Clara e jamais lerei estes livros.
Camila, a personagem principal, é um porre, como o Mafra disse, é uma mala sem alça, louca, drogada, ‘adoradora’ de Bukowski, e como ele eu até concordo com todos as personagens masculinas que a usaram drurante o filme, bom, nem todos, discordo do esterotipado nerd punh****** que protagoniza cenas deprimentes.
Como defini depois do filme, la no Exquizito, com a turma da blogosfera, é mais uma porno-chanchada brasileira, apelativa ao extremo, quase pornográfica, que pra piorar ainda força um estereotipo nerd que é irreal.
Espero, mesmo, que as pessoas que assistam ao filme compreendam que aquilo não é uma representação real e verossímil da blogosfera e dos blogueiros.
O melhor de tudo, mais uma vez, foi o encontro da turma de blgogueiros, depois do cine trash no Exquizito.
May 12, 2008 7 Comments

