Category — design
sobre cafés, layouts e tudo mais
Há alguns meses comecei a falar que estava planejando mudanças para o layout do ideiadigital, e algumas outras mudanças além do layout. Bom, elas começaram a acontecer agora… A mais visível delas o novo layout.
October 16, 2008 1 Comment
Sobre interfaces, sobre usabilidade
Sempre fui fã de mac, mesmo antes de ter um eu já era fã. O que via e ouvia falar sobre as máquinas me deixavam fascinado, sonhando com o dia em que teria um. Trabalhar com um, alguns anos atrás, ainda no OS9, não foi suficiente para me mostrar tudo sobre a máquina. Na época eu a usava do jeito que estava, não precisei instalar nada, nem configurar nada.
Quanto surgiu o ubuntu achei que poderia ser feliz usando um pc, sim ele é mais intuitivo, instalar aplicativos nele ficou relativamente mais fácil usando uma interface gráfica, ao invés de um monte de comandos no terminal.
Mas o ubuntu ainda não é uma maquina feita para usuários, é feita pra programadores, leia: pessoas que gostam mesmo de maquinas, que gostam de fuçar, rodar comandos na mão, configurar um ambiente visual editando milhares de linhas num tal de xorg.conf. Eu só quero clicar e usar. Ponto final.
Windows foi o meu ambiente durante muitos anos, desde o lançamento do XP tenho usado-o, quando o Vista saiu, comprei um notebook que veio com ele, não durou uma semana, travava por qualquer motivo e consumia absurdos de memória.
Tentei algumas vezes usar uma ou outra distro de linux, mas nada era tão simples quanto um windows. Bom era isso que eu acreditava.
Há quase duas semanas estou usando um MacBook, 2GB de ram, 250 GB de HD, etc… juro que terei calafrios se tiver que usar qualquer outro sistema operacional diferente do OSX.
Instalar aplicativos nele é uma coisa maravilhosa, basta baixar o .dmg, abrir ele, executar o instalador, e arrastar o aplicativo pra pasta applications. Se quiser desinstalar, arrasta o arquivo do app pra lixeira, e seja feliz. Em 90% dos aplicativos isso funciona assim, de forma franciscana.
Desligar uma maquina, mesmo um notebook é algo que já soa estranho para mim, pra que isso? qual a necessidade, basta fechar o note, colocar na mochila e ir pra casa, lá tiro ele da mochila, abro o lid e tá tudo como deixei, não, ele não hibernou, e sim, a bateria dura dias, semanas, no modo sleep, e se ela acabar, ele é inteligente para se desligar sozinho.
Estou vivendo em um novo mundo, e hoje me pergunto porque tanto linux quanto windows, são tão difíceis e chatos de usar?
July 9, 2008 5 Comments
CMS, contrato de manutenção ou ambos?
Há alguns anos, não muitos, clientes imploravam por contratos de manutenção de sites. A produtora era contratada não para apenas desenvolver o site, criar layout e aplicar a um determinado cms, ou criar layout e uma ferramenta de administração de conteúdo pro site. Os contratos para criação geralmente incluíam algumas horas de manutenção, onde a produtora poderia tanto desenvolver mais seções, criar mais páginas, instalar novas ferramentas ou simplesmente dar ‘ctrl+c ctrl+v’ num novo conteúdo que o cliente havia preparado, ou que a assessoria de comunicação do cliente enviara horas antes.
Com o tempo os clientes descobriram que boa parte das produtoras apenas faziam o ‘ctrl+c ctrl+v’ daquele conteúdo, raramente tratavam as fotos ou as preparavam para web, nem se fala então em um ‘copidésqui‘ dos textos. O resultado disso, não só disso claro, foi a crescente busca por contratos de desenvolvimento onde no final o cliente recebe o site, um cms, e dá adeus à produtora.
O custo de manutenção do site, nesse caso, cai drasticamente, já que o cliente das duas uma, ou vai ele mesmo atualizar o conteúdo do site, ou então vai pedir para a secretária ou algum outro funcionário, que se destaca pela fluência no ‘portuguêis‘, atualizar o site.
Em pouco tempo o cliente terá um site estilo frankenstein com fotos sem qualidade e textos ainda piores. Não muito diferente do que algumas produtoras entregavam em 2000 e alguma coisinha.
Posso chutar que uns 85% dos meus clientes me pedem sites com ferramentas de administração de conteúdo, porque eles não sabem html, não querem aprender, e morrem de medo de ficarem presos a contratos de manutenção, onde a produtora detêm todo o controle sobre o site, e se o cliente quiser mudar de produtora, a atual fará de tudo para atrapalhar a vida do cliente.
Concordo que a realidade econômica de muitas empresas, principalmente as de pequeno e médio porte, que são os uns 95% dos meus atuais clientes, não podem se amarra em contratos de manutenção, e que em boa parte dos casos precisam apenas atualizar uma seção de notícias, mudar um ou outro texto no site, quando muito os clientes precisam de atualizar uma foto, colocar algumas fotos numa galeria, ou mudar uma tabela de preço de produtos ou serviços, para isso, eu também concordo ser idiotice pagar por um contrato de manutenção.
Por outro lado, empresas grandes contratam produtoras maiores, que com equipes maiores tomam conta de 100% do site, das atualizações, de tudo. escolhem as ferramentas que preferem e ponto final. Seria esse o mundo ideal? Acredito que não.
É preciso haver um equilíbrio de forças nessa relação cliente-produtora/freela/designer/programador/whatever. Vejo clientes grandes que não conseguem manter os sites em dia e que ainda torram absurdos em fees de produtoras/agências grandes, e também vejo clientes pequenos metendo as mãos pelas pernas, por que não tem um auxilio profissional na hora de atualizar os sites.
A solução? Que tal um contrato de manutenção baseado sim em horas disponíveis, que ajudam as produtoras a manter o staff, mas que seriam usadas refinando o conteúdo que o cliente coloca no ar, tratando imagens de forma adequada, e procurando oportunidades pros clientes, novos negócios online, formas de anuncio, divulgação da marca, manutenção da imagem do cliente em comunidades/redes-sociais? Que tal quebrarmos esse paradigma de trabalho que já sabemos que não dá certo e estimularmos os clientes a terem, não só mais confiança na agência, mas a fazer da agência/produtora/programador/designer/freela/whatever um parceiro de negócios ao invés de apenas mais um fornecedor?
Ideiadigital é só uma marca que uso para assinar meus jobs como freela, mas de hoje em diante, procurarei me tornar mais parceiro de meus clientes e menos fornecedor de soluções encaixotadas… e você, arrisca entrar nessa onda? Navegar contra a maré e quem sabe fazer esse mercado um pouco melhor?
June 2, 2008 7 Comments
Informação como problema…
A noite de sexta-feira foi repleta de scripts em php, imagens sendo tratadas para web e muitas linhas de css e xhtml escritas para um dos projetos em que estou trabalhando, claro, o combustível para tanta coisa foi muito café, alguns litros de coca-cola e guaraná em pó. Assim como os outros dias da semana que se passou, as semanas dos últimos meses e quase todo 2007. 2008 não começa diferente, vários projetos como freelancer, uma excelente surpresa, e alguns novos clientes. Muito bom, sim não acho ruim…
Enquanto tudo isso acontecia o mundo continuava andando, a Apple lançou o iPhone, Google prometeu o Android para 2008, a Pixar anunciou o Wall.E, com jeito de despedida, e eu tentei o tempo todo me manter informado sobre essas coisas. Vida de profissional web é assim, você tem obrigação de saber tudo, de se manter ultra-antenado, já que as coisas na internet acontecem muito rápido.
Algum tempo atrás [março de 2005], meu grande amigo, Mauro Amaral, escreveu uma excelente série de artigos sobre o excesso de informação e como isto pode se tornar prejudicial. Já naquela época eu sentia os sintomas dessa ultra-necessidade de me manter informado, na crista da onda.
No último final de semana de 2007 decidi, literalmente, me desligar do mundo virtual [apenas durante o feriadão...] não twittei uma linha sequer, não li meus emails nem os feeds que se acumulam no GReader. Só vi internet pra ver um vídeo que meu primo precisou me mostrar, fora isso, fiquei 100% do tempo off-line. Nem celular eu carreguei durante esses 4 dias.
No final desse curto período decidi que vou surfar um pouco atrás da crista este ano. Não que vou ficar para trás, mas não quero ter a necessidade de sempre saber de tudo antes do resto do mundo. Quero que apenas as coisas realmente úteis cheguem até meu browser. Isto não significa que meus clientes, ou o studio sol [onde estou trabalhando] serão prejudicados pela minha falta de conhecimento do digimundo, muito antes pelo contrário, vou focar no que seja realmente útil, nas coisas que posso usar com segurança e sem correr o risco de amanhã estar ultrapassado ou com problemas por ser um early-adopter.
Me desligar um pouco de tanta novidade vai dar tempo para meu sub-consciente processar as informações, assimila-las e devolver ideias úteis e passíveis de serem implantadas. Enquanto boa parte dos profissionais web ou de criação em geral buscam métodos e mais métodos de serem mais criativos, e para isso vivem atrás de inspiração, e muitas vezes o fazem de maneira equivocada, vendo mais do mesmo, e criando peças que se parecem muito com tudo que ele viu, eu quero fazer o contrário… como o slogan de uma agência que eu não consigo lembrar qual era: “enquanto todo mundo faz zip, nós fazemos zap”.
Entre minhas mudanças de hábito, à procura de mais produtividade estão:
- IM OFF: Estou desligando o msn messenger, oficialmente durante os dias úteis, e só o abrirei aos finais de semana se eu estiver completamente atoa. O Google Talk ficará aberto até março, quando irei re-avaliar meu uso dele, se estiver às moscas fecho também.
- Less Feeds: Ao perceber que tinham milhares de feeds não lidos, e nenhum tempo para colocá-los em dia, resolvi excluir alguns, e para isso, fui dando uma sapeada por eles, vi que 90% da informação é repetida… ou seja, mais do mesmo… não preciso disso, então vou fazer uma limpesa geral… a meta é ter menos de 50 assinaturas o que deve ser um décimo do que tenho hoje.
- Twitter Rulez: O Twitter fica ligado o dia todo. Mas as Notifications irão diminuir… vez ou outra irei passear pelos twitters que sigo e pelos que me seguem para saber se começo ou não a receber notifications deles tb.
- Blog More: Vou blogar mais, isso mesmo, compartilhar conhecimento, idéias, pensamentos, reflexões, etc… não custa nada, portanto esperem mais conteúdo por aqui.
- Menos clientes: Dãn! Como assim menos clientes, o Apocalypse endoidou de vez, você deve estar pensando, mas não. Quero antender melhor meus clientes, e isso só será possível se eu tiver mais tempo para eles, e para ter mais tempo eu preciso de um relógio com mais de 24 horas, ou diminuir a lista de clientes. Como a primeira opção é impossível, só posso optar pela segunda. Claro vou terminar todos os projetos, entregar todos os sites e projetos de identidade visual, e aumentar o valor da minha hora de trabalho, só assim poderei selecionar de uma forma mais ética os clientes que irei atender.
Os cinco itens acima oficialmente passam a ser implantados apartir de hoje, dia 6/01/2008. Portanto se eu desaparecer do messenger, não se assuste ;)
January 5, 2008 2 Comments
“Good designers make trouble.”
A frase de Tibor kalman que intitula este post [tradução livre: Bons designers causam problemas], não quer dizer que bons designers causem problemas reais, para eles, seus clientes, ou qualquer outra coisa/lugar.
Durante toda minha faculdade de design aprendi diversas regras, fontes sem serifa para isso, com serifa para aquilo, vermelho esquenta, azul esfria, quadrado, retângulo, triângulos de ‘n’ tipos diferentes, proporção áurea e centenas de outras regras. Todas elas devem ser seguidas por todos os designers do mundo, já que representam anos de estudos em psicologia, como Gestalt, por exempo, estudos realizados em gráficas, com materiais, suportes, tintas, etc…
Se todas as regras fossem seguidas sempre, em 100% de qualquer material produzido por um designer, todas as marcas, cartões de visita, websites e [substitua por qualquer peça gráfica que você consiga imaginar], seriam iguais. todos os cartões de visita teriam 90×50mm, todos os hospitais seriam verde pastel, e por ai vai. Assim como quando todas as regras são ignoradas vemos coisas absurdamente ridículas, e que foram criadas em 5 minutos, sendo chamadas de marcas, seguir todas as regras engessa o design e torna o designer apenas mais um num mercado que já é enorme e não para de crescer.
Let’s make some trouble!
Bons designers causam problemas ao ignorar algumas regras, ao colocar mais peso em determinada regra que em outra e assim por diante. Saber qual regra ignorar e quando ignorar, quebrar paradigmas, mostrar que algo pode ser funcional e belo ao mesmo tempo é o desafio de todo designer.
Para saber qual regra deve ser quebrada e quando quebra-la, é necessário experimentar, mas experimentar em um trabalho para algum cliente é algo muito complicado. Além de arriscado, é preciso que o cliente tenha disposição para isso. Por tanto experimente em peças fantasmas, crie um laboratório, rabisque, pinte, modele na argila ou no 3dStudio. Mas sempre procure novas formas de enxergar o mundo e de expressar graficamente mensagens antigas.
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January 4, 2008 3 Comments


